Nova seção! Dicas de leitura da Keikolina

Tô numa jornada meio longa e tortuosa de autoconhecimento já desde 2012… Foram dezenas de livros nesse período, assim como também fiquei um bom tempo sem ler nada – dependeu muito de cada fase. Alguns se comprovaram bullshitagem, mas outros realmente me abriram os olhos e me encorajaram. Se bem que eu respeito até os livros ruins, pois a insatisfação acaba me levando pra novos autores que se mostram realmente interessantes. Talvez por ter trabalhado tempo demais (11 anos) com entretenimento periódico, acabei aprendendo a ver qualidade até no que aparentemente deveria ser supérfluo (talvez procurando algum sentido em todo aquele investimento de tempo… vai saber?).

Pois bem, decidi esmiuçar os livros que mais me ajudaram nesse processo, que mais me empurraram pra frente, seja no reconhecimento de minhas limitações e, então na busca por superá-las, seja por servir de conforto bem naquelas de “calma, tem mais gente perdida nesse mundo, você não está só”. Se me ajudaram, vai que ajuda a mais alguém? A ordem escolhida pra falar deles é a de quando fui apresentada aos mesmos, não denota preferência nem deferência, beleza? Outra coisa importante, esta será uma série de posts que vou alternar com outros assuntos. A princípio listei 10 livros, mas muito provavelmente a lista vai crescer ao longo do ano. rs

O primeirão: Mulheres Que Correm Com Lobos, de Clarissa Pínkola Estés

A fascinação por contos de fada e mitos me acompanha desde criança. Sempre tive paixão pelos contos dos Irmãos Grimm, Charles Perrault e Esopo na infância e O Poder do Mito e O Herói de Mil Faces (ambos de Joseph Campbell) foram meus livros de cabeceira entre os 20 aos 30 anos. Portanto, cedo ou tarde eu ia cair nesse livro, fatalmente. Comecei a ler há uns 10 anos, parei um tempão, depois retomei… Foi o primeiro livro sobre o tema que realmente tive dificuldades pra terminar, pela profundidade e pelo tanto que cutuca nossas feridas. Acabei, mas já faz um bom tempo e tá na hora de recomeçar, porque é daqueles que quanto mais você lê, mais camadas encontra. É um conteúdo bastante profundo, que traduz o lado psicanalítico dos contos de fada, pra destrinchar questões que cutucam toda mulher. Provavelmente o livro também cutuque aos homens, não sei dizer, mas com certeza fala fundo na alma feminina. Todas as mulheres que eu conheço que o leram estavam pelo menos um pouco diferentes quando chegaram no fim. E se repetirem a leitura provavelmente terão se transformado ainda mais.

Uma das coisas mais importantes que aprendi com ele é que muitas vezes quando a gente empaca em uma leitura, muito provavelmente a simbologia daquele tema em específico precisa ser digerida de forma não racional. A gente fica com a informação lá, cozinhando no caldeirão de nossos pensamentos, até que uma hora rola o “Eureka!”. Mas também não adianta simplesmente abandonar a leitura de vez, porque aí não acontece a reflexão transformadora. É como se quiséssemos desempelotar farinha numa massa de bolo. Não adianta se desesperar e colocar a massa pra assar correndo, jogar mais líquido, nada disso, porque senão a bolota de farinha sem cozer vai aparecer na hora que cortarmos o bolo ou, pior, você vai conseguir uma gororoba em vez de bolo! Mas, se a gente confiar na receita, misturar com jeitinho, deixar a umidade fazer seu trabalho, a pelota se desfaz e podemos seguir adiante. Mas também não podemos deixar a mistura muito tempo descansando senão a massa desanda, sabe? É a mesma coisa. Não retomar a leitura porque ela fere nossos sentimentos seria fugir de um problema que vai continuar existindo. Mas forçar a leitura de uma sentada só chega a ser cruel com nós mesmas… ou, pior, significa que estamos lendo sem de fato digerir o conteúdo. Sim, esse livro machuca, mas machuca de um jeito que nos faz crescer. Não acredita? Então experimenta ler. Mas só se quiser realmente mudar. 😉

Caso você queira digerir o livro com outras mulheres, recomendo o podcast Talvez Seja Isso, em que duas amigas destrincham os capítulos e comentam com exemplos de mulheres reais da vida real. O podcast também possui um grupo no Facebook, exclusivo para mulheres, para compartilharmos nossas experiências a partir das reflexões levantadas pelo livro. A proposta é realmente interessante, pois essa leitura leva ao desejo de compartilhar experiências com outras mulheres, então é excelente encontrar uma comunidade de mais de mil mulheres na mesma sintonia! Quiser entrar lá me add no face q te coloco (convite apenas pra mulheres, ok?). 😉

E agora você deve estar admirada que fiz o maior textão e não tentei te vender nada, certo? Pois é, estou trabalhando ainda nos lançamentos de 2018, então tô devendo essa! Há, há! Seja como for, a lujinha da Keikolina continua com as ofertas diferentonas de sempre, espia lá! =D

Até a próxima semana! <3

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