Você é Reprimida, Ruminadora ou Ágil Emocionalmente?

Imagem fornecida pela Editora para divulgação

O que mais curti desse livro é que vai na contra-mão da maioria dos livros de auto-ajuda! Este não prega que a saída pra todos os problemas é o “pensamento positivo”. Pelo contrário, Susan David, autora de Agilidade Emocional, é grande crítica dessa linha de raciocínio. O livro parte de como a rigidez emocional compromete um bom aproveitamento da vida e desenvolve a ideia de que existem 3 tipos de pessoas: duas delas são Rígidos Emocionalmente, que são os Reprimidos e os Ruminadores, e o terceiro tipo são o que devemos buscar, os Ágeis Emocionalmente.

Reprimidos são aqueles que não querem sequer refletir sobre os próprios sentimentos, fogem de enfrentar o espelho e encarar a própria dor, porque afinal o mundo inteiro fala que é pra pensar positivo, que tudo se ajeita com o tempo. Ou, pior, porque terão que procurar soluções pros problemas se reconhecerem que eles existem. Estão sempre olhando pra frente, pro futuro, pra não precisar olhar pro presente ou passado. Entre eles estão aqueles que se forçam a ver Luz e Gratidão até nas coisas realmente tristes, tipo a morte de um ente querido. Alguns Reprimidos sequer vestem a máscara do “está tudo bem”. Ficam sérios ou rabugentos porque afinal de contas “adultos não tem tempo pra essas coisas”. Que se recusam a refletir sobre si mesmos até um ponto em que acabam reagindo por impulso a algo aparentemente bobo que, na verdade, era a gota d’agua que faltava pra arrebentar a represa.

Os Reprimidos podem parecer sociáveis a principio, mas a hora que explodem, surpreendem e afastam as pessoas. Portanto, a maioria de seus relacionamentos acabam sendo superficiais ou inconstantes, instáveis. Há quem diga que homens se encaixem mais nesse perfil, mas a verdade é que eles são ensinados desde criança a serem assim. “Homem não chora”, “engole o choro, moleque!”, “você tem que ser forte pra proteger sua [mãe/irmã ou insira aqui a ‘mulher frágil’ a ser defendida].”

Os Ruminadores, por sua vez, praticamente vivem de passado, mas não conseguem digerir o presente pra poder definir um futuro que seja realmente compatível com suas necessidades. É como se andassem no sentido contrário da escada rolante, olhando apenas pro que já rolou, sem conseguir saber o que fazer com tanta reflexão sobre o leite derramado. Enfrentam seus sentimentos, mas não conseguem superar o problema, chafurdando na bad vibe até afogar-se nela. Pelo menos estão um passo a frente que os Reprimidos, porque afinal conseguem pelo menos reconhecer que há problemas. A grande questão desse tipo é que ficam revivendo os problemas continuamente e quando desabafam com amigos, só conseguem perpetuar ou amplificar o problema, patinando no mesmo lugar eternamente. O resultado é que os Ruminadores acabam sendo evitados por todos, inclusive entes queridos, afinal todo mundo tem um limite pra aguentar os próprios problemas, imagine só quando os problemas são dos outros. Nisso, o Ruminador fica isolado e ainda mais entristecido, preso na própria teia.

Rigidez Emocional

Tendemos a repetir padrões assim que obtivemos algum resultado, ainda que insuficientes, nos acomodando em comportamentos não necessariamente saudáveis. E quanto mais sulcamos os mesmos caminhos, mais acomodados ficamos às mesmas soluções, no típico raciocínio aparentemente vantajoso de “não trocar o certo pelo duvidoso” ou “melhor ruim do que pior, afinal o ruim eu já conheço”. São padrões automáticos de comportamento aprendidos desde a infância, que nos tornam reativos e superficiais e que nos impede não apenas de enxergar a raiz dos problemas como de perceber possíveis soluções. Essas reações automáticas são disparadas por gatilhos muitas vezes cotidianos, como ver uma propaganda de turismo, que nos leva a uma torrente de pensamentos ligados a algum problema prévio, tal como “gostaria de tirar férias” ou “queria passar mais tempo com as crianças” ou “queria fugir pra algum lugar onde não conheço ninguém”. A autora chama esse fluxo de pensamento de “tagarela interior”, muito ativo, costurando lembranças a expectativas futuras a ponto de, quando finalmente chega a hora de tomar decisões, já estamos exaustos! A reação natural é explodirmos ou escolhermos o caminho menos difícil, não o melhor, por já não termos forças pra tomar a decisão certa. É assim, que tanto Reprimidos quanto Ruminadores, ficamos “enredados” e nos pegamos implicando pela décima vez com a mesma pessoa ou caindo de novo na tentação daquele hábito que queríamos mudar. Somos como ratinhos de laboratório presos em labirintos.

By Pixabay
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É importante lembrar que “ESTAR” enredado é diferente de “SER” enredado. Que todos podemos passar por fases em que nos sentimos empacados, porém apenas quem desenvolve agilidade emocional consegue se “desenredar” e seguir em frente. Dentre as sugestões de como nos “desenredar”, a autora dá excelentes recomendações, em muitos casos bastante óbvias, porém as vezes é preciso que o óbvio seja esfregado na cara da gente, não é mesmo?

Honestidade

Susan chama a primeira sugestão de “Olhar de Frente”, que basicamente é parar de fingir que nada está acontecendo e reconhecer os sentimentos, por pior e mais dolorosos que sejam. Ser capaz inclusive de admitir responsabilidades ou ao menos a sensação de culpa ainda que não a tenhamos. A recomendação é perguntar-se “qual a função da emoção que estou sentindo?” ou “O que esse sentimento sinaliza?” Essas simples perguntas nos tiram do piloto automático da repetição de ações ineficazes (o tal “estar enredado”), e nos dão a oportunidade de sermos agentes da própria vida. Reconhecer sentimentos ruins como culpa, tristeza ou raiva pode não apenas apontar a raiz desses sentimentos como muitas vezes nos mostrar a falta de sentido em alimentá-los. Ciente de quais situações despertam tais sentimentos, podemos antever as armadilhas que nos levam ao “enredamento” e, com o tempo, até nos tornarmos hábeis na criação de novas possibilidades. 

Tenho certa tendência à torcer o nariz pra palavra “culpa” devido ao contexto cultural cristão que rege a sociedade em que vivo, porém achei interessante a diferenciação que a autora faz entre culpa e vergonha. Pra ser admitida, a Culpa pressupõe coragem, honestidade e arrependimento de quem a sente. Além de abrir possibilidade pra correção do erro, pro pagamento de dívidas (sejam elas morais ou não) e ao desejo de evitar a reincidência. Não é divertida, porém é útil. A culpa está associada a um erro específico, não ao caráter inteiro da pessoa e pressupõe um autojulgamento, uma moral pessoal e a correção de rota após sua admissão. Inclusive, somente sociopatas não sentem culpa. Já a Vergonha não nos leva ao desejo de reparar nossos erros, pelo contrário, quem a sente tende a querer esconder os próprios erros, a negar sua responsabilidade ou ainda a colocar a culpa nos outros. A vergonha pressupõe um julgamento externo. A pessoa é refreada pelo que os outros vão falar, não por seus próprios valores, aos quais provavelmente nem sabe quais são. Sob esse aspecto, quem dera o brasileiro sentisse mais culpa e menos vergonha, talvez nossa situação estivesse melhor…

Metas impossíveis

Outro conceito interessante explorado no livro é o de “metas de pessoas mortas”. Negar os sentimentos ruins quando eles vêm é obviamente tampar o sol com a peneira, mas também algo impossível de ser feito. Perseguir a perfeição é caminho certeiro pra frustração. Querendo ou não, viver é um risco e precisamos aprender a conviver com ele. Coragem é aprender a lidar com o medo e conseguir seguir em frente. As coisas tristes, os sentimentos ruins também trazem coisas boas, aprendizados e autoconhecimento.

O mesmo vale pro perfeccionismo extremo ou as metas irrealistas. Se seu sonho encantado de ser a melhor [preencha aqui seu sonho de infância] da sua geração acabou aos 16 anos, relaxe e se junte à geral. Só nasce um Mozart ou Da Vinci por geração, então a probabilidade de não ser nem eu, nem você, é imensa. E tá tudo bem com isso. Perdoe-se pelas expectativas frustradas e vamos encarar o que temos pela frente: as contas, a louça, as pessoas queridas que desejam nosso afeto. Falando assim parece que sou super bem resolvida com isso, mas confesso que é um trabalho diário perdoar a mim mesma por não corresponder às minhas próprias expectativas. Todo dia, até hoje, peço desculpas no espelho por não ser quem acreditei que seria quando tinha 8 anos. Ao menos sou melhor do que minha mãe achou que eu seria quando cheguei nos 16, então ainda tô no lucro! haha

Distância

No processo de aprender a reconhecer os sentimentos e aprender a nomear as emoções corretamente, a autora dá 3 valiosas dicas:

  • Ter um diário. Ela ressalta que não há necessidade de ser um diário escrito, pode ser gravado em áudio também se for mais fácil pra você. O importante é tirar da cabeça a chuva de pensamentos e emoções, trazer tudo pra luz, pra ser visto e analisado. Além disso, o fato de termos que organizar as ideias em uma frase inteligível nos ajuda a refletir sobre o que está acontecendo conosco, porque reagimos daquele jeito e não de outro. Ler ou ouvir de novo essas anotações nos faz perceber padrões de comportamento e, possivelmente, gatilhos que nos levam a agir dessa ou daquela maneira. Isso, além de nos trazer mais clareza sobre quem somos e o que queremos, também nos faz reconhecer o quanto somos sobreviventes! Tanto que já passamos e superamos! Também ajuda a exercitar a compaixão consigo próprio, o que abre caminho pro perdão e pro recomeço.
  • Praticar meditação. Depois de despejada a tempestade de sentimentos no papel, fica menos difícil praticar meditação, seja ela o tipo que mais se adaptar ao seu jeito de ser. Ela fala mais do tipo Mindfullness, ou meditação de atenção plena, possivelmente por ser uma das mais famosas e mais facilmente praticáveis por ocidentais, mas outra que acho muito interessante (apesar da polêmica Osho) é a meditação ativa. A função da meditação é nos ajudar no distanciamento das emoções e silenciar o tal “tagarela interior”. É nos tirar da ansiedade do Repressor e da depressão do Ruminador e nos trazer pro momento presente. A pessoa que tem agilidade emocional quer se manter no presente pois é só aqui e agora que podemos fazer algo para mudar o curso de nossas vidas.
  • Estudar as reações automáticas e testar novas possibilidades. Tem coisas que é muito útil que sejam automáticas, como lavar as mãos antes e após usar o vaso sanitário, mas não é desse tipo de automatismo que a autora fala, obviamente. Estamos falando de roer as unhas, de pedir pizza mesmo que tenha todos os ingredientes pra uma refeição saudável em casa, de fazer sempre o mesmo caminho pro trabalho ainda que o transito esteja horrível, de chegar em casa e jogar o casaco de um lado, os sapatos do outro e desabar no sofá. A ideia aqui é aproveitar o método aprendido na meditação e prestar atenção no presente. Parar na hora que está repetindo um hábito e prestar atenção aos sentimentos que temos nesse instante. E refletir se de queremos ou não continuar repetindo isso sem pensar ou se seria bom conseguir trocar por atitudes mais saudáveis e produtivas. Refletir sobre o que nos leva ao hábito que queremos mudar, por exemplo, roer as unhas é uma reação a ser contrariada? Ou a ficar ansiosa? Qual é o sentimento que dispara o hábito? Cansaço? Pressa? Gula? Preguiça?

Coerência

Só depois de fazer o primeiro reconhecimento das emoções e nos afastarmos pra analisar friamente o efeito dessas emoções em nossos hábitos diários é que conseguimos ter mais clareza de quais são os nossos valores reais.

Por exemplo, quando decidi construir uma nova carreira estava me recuperando de algo que tenho certeza ter sido a Síndrome de Burnout e percebi que devia estabelecer alguns limites que me impedisse de ter novas crises. Pra decidir o que eu faria dali pra frente da minha vida, comecei a identificar o que me desestabilizava. O trânsito era algo que me emputecia demais. O excesso de barulho e a obrigatoriedade de interação social em um escritório convencional também me exauria completamente. Conforme encarei o que me fazia mal, aliando ao reconhecimento das minhas habilidades e, principalmente, o fato de ser muito mais produtiva quando estou sozinha, comecei a perceber que poderia ser bem sucedida como artesã, trabalhando em home office. Então, ainda que um dia eu desista da Keikolina e da Poppy Baby, sei que qualquer atividade profissional que eu abraçar terá mais chance de ser bem sucedida se eu puder manter por mais tempo, portanto, sozinha e em casa.

Dei o meu exemplo porque o termo “valores” dá a entender algo muito lindo e elevado e os exemplos que Susan dá no livro são muito nobres e raros. Acredito que o recenseamento dos nossos valores pode ser muito mais pé no chão, cotidiano e até trivial. O importante é ter autoconhecimento pra reconhecer inclusive coisas que não te tornarão a rainha do baile, como no meu exemplo: eu funciono melhor, sou mais eficiente e produtiva quando trabalho sozinha. Acho lindo quem consegue compor um time, trabalhar com equipes de 40 pessoas, coordenar eventos e ser um líder carismático sem ficar só o pó da rabiola no fim do dia. Só não é pra mim, pelo menos no meu atual momento de vida. Consigo ser educada e gentil pela internet ou em encontros até semanais, mas não me peça pra ser plena e fofa todos os dias da semana. Coerência no reconhecimento dos próprios limites é fundamental pra não estabelecer as tais “metas de pessoas mortas”.

No entanto é importante ressaltar que ter valores é diferente de ser rígido. Uma pessoa muito apegada à própria autoimagem tem mais dificuldade pra reconhecer seus próprios limites, aos quais nunca desafia. Por exemplo, eu poderia ficar acomodada no conforto da minha caverna isolada, afinal, eu já reconheci que sou introvertida e funciono melhor sozinha. Ainda mais com internet, super me satisfaço com a socialização online. Se deixar, sou capaz de ficar 15 dias trancada em casa, basta ter suprimentos. No entanto, prefiro me desafiar, alimentando um Grupo de Mulheres que tem encontros mensais. Também encontro minha mãe toda semana e aceito boa parte dos convites que amigos me fazem (dentro das minhas possibilidades, claro). Isso dá em média 12 horas semanais de contato social com amigos e família, uma medida razoavelmente saudável, ao meu ver. E bem diferente de sobrecarregar com 48 horas semanais de convívio no trabalho + 12 horas de vida social! Socorro, que inferno que eu vivia antes de me alforriar!!

Pequenos Ajustes

O próximo passo é seguir em frente, levando em consideração aqueles valores que identificamos quando traduzimos as emoções ruins. A ideia é nos mantermos sempre alertas a respeito das sensações e seguirmos o que elas nos indicam. Susan sugere que façamos pequenas mudanças de rotas em 3 áreas: convicções, motivações e hábitos.

  • Convicções: Um exemplo pessoal de como posso mudar minhas convicções é alterar a declaração “Eu não sou boa em Matemática” pra “Eu tenho muitos interesses na vida, nos quais a Matemática influencia muito pouco, por isso me contento com o básico. Entretanto, sou plenamente capaz de me aprofundar nesse assunto, se eu quiser.” No entanto, note que é preciso eu me conhecer bem pra poder responder porque a Matemática dificilmente estará entre minhas prioridades. Por outro lado, também não estou eliminando-a do meu circuito de possibilidades. Se um dia for necessário me aprofundar nesse assunto pra conseguir alcançar um dos meus muitos interesses, poderei optar entre desistir ou estudar, porque não me fechei a essa possibilidade com o fatídico “Não sou boa em Matemática.”
  • Motivações: Mudar as motivações já eleva um pouco o nível de dificuldade, porque exige não apenas o autoconhecimento, mas a definição de metas. Por exemplo, “Vou viver da minha arte” é uma meta que me motiva acima de qualquer dificuldade do dia a dia de investir incessantemente dinheiro, tempo, saúde, criatividade, sociabilidade entre tantos outros esforços e, mesmo assim, colher pequenos e esparsos frutos ao longo dos 3 anos que venho apostando oficialmente na marca Keikolina e nos 6 meses de Poppy Baby. Esse objetivo, que foi traçado com base em meus maiores valores e mais sinceros sentimentos, me mantém no prumo, apesar das muitas dificuldades.
  • Hábitos: Por fim, o mais difícil de todos é a mudança de hábitos, e inclusive já fiz um post grandinho sobre aqui nesse post. Resumindo num parágrafo o post mencionado, o pulo do gato descrito no livro O Poder do Hábito, de Charles Duhigg, nos ensina a identificar o gatilho que nos leva a um hábito ruim e, além disso, acrescentar uma recompensa imediata ao hábito novo. O que o livro de Susan acrescenta a esse assunto é uma antecipação ao hábito ruim, restringindo ainda mais as possibilidades do gatilho disparar. Por exemplo, tenho uma amiga que não usa o Facebook pra trabalho, usa-o apenas pra entretenimento. Sendo assim, ela simplesmente bloqueia a rede social durante os horários que ela quer se manter focada no trabalho! Genial, corta o mal pela raiz. Se ficou curiosa, é uma extensão do Crome chamada Strict Workflow que usa o princípio Pomodoro de controle de produtividade.

Desafios vs Conforto

O último ponto que Susan explora com profundidade diz respeito a manter-se sempre com um mínimo de desconforto. Note bem, um MÍNIMO. Claro que desconforto em excesso é péssimo, exaustivo e desanimador. Estamos aqui falando de uma situação de privilégio em que não nos falta o básico (alimento, agasalho, abrigo, saneamento básico). Considerando que tudo isso demanda bufunfa, então estamos falando de quem já tem o mínimo pra sobreviver. Você certamente já percebeu que ela se refere a já batida ideia de “sair da zona de conforto”. Porém em vez de chover no molhado, a autora fornece uma ferramenta útil pra avaliarmos até quando devemos insistir em uma convicção, motivação ou hábito, e a partir de quando se torna inflexibilidade, teimosia ou displicência: O conceito de “custo passado” e “custo de oportunidade”. A vida é feita de desconfortos constantes e cabe a nós avaliarmos o quanto já investimos em um projeto, o quanto ainda temos energia e vontade de permanecer investindo no mesmo, se só estamos agarrados à “verdades” que apenas repetimos ou, ainda, se estamos perdendo a chance de iniciar um projeto com mais chances de vingar.

Agilidade Emocional e Magia

Susan conclui que não conquistamos a Agilidade Emocional por meio da magia. Eu, obviamente, discordo veementemente! Principalmente porque acredito que ela se referia a truques de mágica. Truques de mágica são ilusões por si só, efêmeros e com o propósito de entretenimento. Já na Magia, a intenção é a coisa mais importante, todo o resto, velas, incensos, ervas, pedras, banhos, símbolos, gestos, cores, mentalizações e afins são ferramentas que servem de apoio e reforço pra intenção, que é o verdadeiro poder. E se sua intenção for adquirir autoconhecimento, definição de valores coerentes e a escolha de melhores caminhos, então a Magia pode ser a catapulta que você precisa pra conseguir se superar!

Inclusive alguns exercícios que ela sugere pra alcançar a Agilidade Emocional são praticamente descrições de práticas mágicas! Por exemplo:

  • Encarar seus sentimentos: na Magia a gente chama esse exercício de conhecer o lado sombra, conhecer os próprios demônios.
  • Manter um diário: Quer coisa mais afinada com a Magia do que manter um diário? Eu pessoalmente mantenho um Diário de Sonhos no qual também anoto reflexões a respeito não apenas dos sonhos mas de meus sentimentos também. Falo mais sobre como interpreto esses sonhos aqui, nesse post.
  • Praticar Meditação: Gente, meditação é fundamental pra prática mágica. Observar a chama da vela, a fumaça do incenso, o espelho negro, mentalização, viagem astral… pelamor, me sinto até constrangida de ter q apontar isso! rs
  • Evitar o automatismo: A Magia nos estimula a prestar atenção em tudo a nossa volta. Tudo pode ser uma mensagem do outro plano. Das estações do ano à interpretação de oráculos, todas as atividades mágicas são voltadas pra intenção do praticante e pra evitar o automatismo… Gente, sério, parece que estou descrevendo um manual de magia!
  • Ser coerente com os próprios valores: Mais uma vez, qualquer sistema mágico estimula que a pessoa entenda os princípios e decida por si o que fazer com esse conhecimento. Não de acordo com dogmas, tabus e tradições, seja da família, do círculo de amizades, gurus, líderes religiosos e afins, mas de acordo com o que acredita pessoalmente.

Então, sim, tenho certeza de que a Magia pode, sim, ajudar nas correções cotidianas de rotas de nossas convicções, motivações e hábitos e pode nos ajudar a nos manter sempre estudando, sempre aprendendo e sempre nos desafiando, nos empurrando pra frente. Ou seja, sim! Ao fim desse texto cheguei à conclusão de que esse é um Livro de Práticas Mágicas disfarçado de Autoajuda! ;D

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